PEDAGOGIA DO MEDO E INCOMUNICABILIDADE DA NORMA AMBIENTAL: LIMITES À EFETIVIDADE DO DIREITO AMBIENTAL NA APA DE GUARATUBA
DOI:
https://doi.org/10.62248/0bwjvb42Palavras-chave:
Direito Ambiental; efetividade socioambiental; pedagogia do medo; participação comunitária; APA de Guaratuba.Resumo
Este artigo examina a incomunicabilidade da norma ambiental em Unidades de Conservação de Uso Sustentável, tendo por objeto a Área de Proteção Ambiental de Guaratuba. Busca demonstrar que a baixa efetividade do Direito Ambiental, em territórios habitados, decorre menos das restrições normativas em si do que da forma como são comunicadas e percebidas pelas comunidades locais, produzindo uma “pedagogia do medo”. Adota pesquisa qualitativa, aplicada, com estudo de caso, análise normativa e triangulação entre gestão pública, apoio técnico e lideranças comunitárias. Conclui que a proteção socioambiental exige tradução normativa, participação comunitária, infraestrutura mínima e associativismo como condição de legitimidade territorial.
Referências
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 22 fev. 2026.
BRASIL. Decreto n. 4.340, de 22 de agosto de 2002. Regulamenta artigos da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza - SNUC, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidênciada República, 2002.Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/d4340.htm. Acesso em: 1 mar. 2026.
BRASIL. Decreto n. 6.040, de 7 de fevereiro de 2007. Institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. Brasília, DF: Presidência da República, 2007. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6040.htm. Acesso em: 1 mar. 2026.
BRASIL. Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000. Regulamenta o art. 225, § 1o, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2000. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9985.htm. Acesso em: 26 fev. 2026.
DIEGUES, Antonio Carlos. O mito moderno da natureza intocada. 6. ed. São Paulo: Hucitec/NUPAUB, 2008.
JIMÉNEZ PÉREZ, Ignacio. Produção de natureza: parques, rewilding e desenvolvimento local. Curitiba: SPVS, 2019.
OSTROM, Elinor. Governing the commons: the evolution of institutions for collective action. Cambridge: Cambridge University Press, 1990.
HIPPERTT, Karen Paiva. A linguagem e o acesso à justiça: o Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples. Revista Jurídica Gralha Azul - TJPR, [S. l.], v. 1, n. 25, 2025. DOI: 10.62248/81g50t07. Disponível em:
https://revista.tjpr.jus.br/gralhaazul/article/view/125. Acesso em: 28 fev. 2026.
SACHS, Ignacy. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.
SANTOS, Boaventura de Sousa. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. São Paulo: Cortez, 2006.
SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
SINGER, Paul. Introdução à economia solidária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002.
BELLÉ, Adriano Vottri. O acesso à justiça no Brasil: um desafio rumo à sustentabilidade. Revista Jurídica Gralha Azul - TJPR, [S. l.], v. 1, n. 17, 2024. DOI: 10.62248/7sanzg12. Disponível em: https://revista.tjpr.jus.br/gralhaazul/article/view/78. Acesso em: 1 mar. 2026.
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 HIVALDO FAZILA DA SILVA SITOE , MILTON MÁRIO MANDLATE (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.









