O SIGILO DO NOME DA VÍTIMA COMO FORMA DE PREVENIR A REVITIMIZAÇÃO NOS CASOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA MULHER

Autores

  • SAMIA SAAD GALLOTTI BONAVIDES Universidade Estadual do Norte do Paraná Autor
  • GIOVANNA CRISTINA DE MEDEIROS Faculdade de Santo Antônio da Platina Autor
  • RAFAEL JUNIOR DE OLIVEIRA Universidade Estadual do Norte do Paraná Autor

DOI:

https://doi.org/10.62248/g1bypv22

Palavras-chave:

Direitos da mulher; Sigilo da Vítima; Violência doméstica; Prevenção à revitimização.

Resumo

A Lei nº 11.340/2006, denominada Lei Maria da Penha (LMP), é um importante instrumental, que integra as políticas públicas de proteção às mulheres e o enfrentamento do problema da violência doméstica e familiar. Como os índices desta violência são persistentes, principalmente em relação às mulheres, mostrando uma curva ascendente, os meios protetivos precisam dar um auxílio efetivo em prol da segurança maior às vítimas. Entre as inovações à LMP, destaca-se o art. 17-A (Lei nº 14.857/2024), que assegura o sigilo da identidade da vítima nos processos que apuram ocorrências de violência doméstica e familiar contra a mulher, visando resguardar a intimidade, a privacidade e a segurança dela, prevenindo a vitimização secundária, que pode decorrer da exposição dos seus dados pessoais. É uma proteção que se destina a evitar que a mulher, após denunciar a violência praticada contra ela, venha a sofrer constrangimentos revitimizadores, tais como os provenientes de julgamento social ou de práticas institucionais que agravem seu sofrimento. A pesquisa objetiva fazer uma análise deste incremento legislativo e sua contribuição para fins preventivos, no âmbito do sistema de justiça, tendo sido adotada, como metodologia, a revisão bibliográfica e o estudo normativo, além também 

Biografia do Autor

  • SAMIA SAAD GALLOTTI BONAVIDES , Universidade Estadual do Norte do Paraná

    Doutora em Direito pela Universidade Estadual do Norte do Paraná, sendo professora da mesma instituição de ensino. Procuradora de Justiça no Ministério Público do Estado do Paraná, atual Coordenadora do Núcleo de Prática e Incentivo à Autocomposição e Presidente do Centro de Preservação da Memória do Ministério Público do Estado do Paraná.

  • GIOVANNA CRISTINA DE MEDEIROS , Faculdade de Santo Antônio da Platina

    Graduanda de Direito pela Faculdade de Santo Antônio da Platina.

  • RAFAEL JUNIOR DE OLIVEIRA , Universidade Estadual do Norte do Paraná

    Graduando de Direito pela Universidade Estadual do Norte do Paraná.

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Publicado

28.07.2026

Como Citar

BONAVIDES , SAMIA SAAD GALLOTTI; DE MEDEIROS , GIOVANNA CRISTINA; DE OLIVEIRA , RAFAEL JUNIOR. O SIGILO DO NOME DA VÍTIMA COMO FORMA DE PREVENIR A REVITIMIZAÇÃO NOS CASOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA MULHER. REVISTA JURÍDICA GRALHA AZUL - TJPR, [S. l.], v. 1, n. 36, 2026. DOI: 10.62248/g1bypv22. Disponível em: https://revista.tjpr.jus.br/gralhaazul/article/view/435.. Acesso em: 29 jul. 2026.