20 Anos da Lei Maria da Penha: construindo novas masculinidades

Autores

  • TAIS DE PAULA SCHEER Escola Nacional de Formação de Magistrados Autor

DOI:

https://doi.org/10.62248/k1x1gf17

Palavras-chave:

Violência doméstica e familiar; Lei Maria da Penha; Gênero; Masculinidades; Grupos reflexivos; Autores de violência.

Resumo

A violência contra a mulher na maior parte dos casos, ocorre no âmbito doméstico, em relações intrafamiliares e afetivas. Justamente o recorte que a Lei Maria da Penha se propôs a tratar. Prevalece os casos de violência cometidas por parceiros e ex-parceiros íntimos, o que desafia a compreensão da complexidade desses delitos em razão justamente do vínculo afetivo subjacente e do ciclo da violência que traduz reiteração da violência naquele contexto e dificuldades de rompimento da relação.

Para tratar da violência doméstica e familiar contra a mulher, imprescindível compreender a categoria gênero, que foi desenvolvida pela psicologia, não pelo Direito, e traz a noção de machismo estrutural e subjugação do gênero feminino pelo masculino, estereótipos de gênero, para construir as bases teóricas dos grupos reflexivos para os homens, questionando padrões de masculinidade.

Nesse panorama, interessante resgatar o histórico dos grupos reflexivos para homens autores de violência e sua metodologia, bem como assinalar dados recentes dessa importante política judiciária para enfrentamento e prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher.

Biografia do Autor

  • TAIS DE PAULA SCHEER, Escola Nacional de Formação de Magistrados

    Juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) e Vice-Coordenadora da CEVID/TJPR gestão 2025/2026. Mestra em Direito e Poder Judiciário pela Escola Nacional de Formação de Magistrados (ENFAM). Especialista em Direito Aplicado pela Escola da Magistratura do Paraná (EMAP). Graduada em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

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Publicado

28.07.2026

Como Citar

SCHEER, TAIS DE PAULA. 20 Anos da Lei Maria da Penha: construindo novas masculinidades. REVISTA JURÍDICA GRALHA AZUL - TJPR, [S. l.], v. 1, n. 36, 2026. DOI: 10.62248/k1x1gf17. Disponível em: https://revista.tjpr.jus.br/gralhaazul/article/view/430.. Acesso em: 7 ago. 2026.