A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA COMO FERRAMENTA DE UNIFORMIZAÇÃO NO PRIMEIRO GRAU DE JURISDIÇÃO: POTENCIALIDADES E SALVAGUARDAS ÉTICO-NORMATIVAS

Autores

  • FRANCIELE CIT Tribunal de Justiça do Estado do Paraná Autor
  • ISABELA VILAR Pontifícia Universidade Católica de Minas. Gerais Autor

DOI:

https://doi.org/10.62248/fcn52e62

Palavras-chave:

Inteligência Artificial Generativa, Uniformização de Rotinas, Primeiro Grau de Jurisdição, Revisão Humana, Ética Judicial.

Resumo

O esforço contínuo do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) pela padronização e eficiência da prestação jurisdicional encontra na Inteligência Artificial Generativa (IAGen) uma ferramenta catalisadora de notável potencial. Ao visar a uniformização de rotinas, especialmente no primeiro grau de jurisdição, a IAGen promete ganhos significativos em celeridade e qualidade. Este artigo analisa a aplicação dessa tecnologia disruptiva sob a ótica das recentes normativas que governam sua implementação: o Decreto Judiciário Nº 421/2024 do TJPR e a Resolução nº 615/2025 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A análise explora o delicado equilíbrio entre os benefícios da automação e os desafios éticos e de segurança inerentes, como a mitigação de vieses e a proteção de dados sigilosos. Por fim, argumenta-se que o papel imperativo da revisão humana, consagrado em ambas as regulamentações, se estabelece como a salvaguarda fundamental para garantir a integridade da prestação jurisdicional na era digital.

Biografia do Autor

  • FRANCIELE CIT, Tribunal de Justiça do Estado do Paraná

    Juíza de Direito Substituta integrante da Equipe de Unidade Especial de Força-Tarefa do TJPR; graduada em Direito; pós-graduada em Direito Público e Prática Jurídica pela Fundação Universidade Regional de Blumenau; pós-graduada em Ciências Penais pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal. Lattes: http://lattes.cnpq.br/2804676359074782

  • ISABELA VILAR , Pontifícia Universidade Católica de Minas. Gerais

    Residente Jurídica integrante da Equipe de Unidade Especial de Força-Tarefa do TJPR; graduada em Direito; pós-graduada em Ciências Penais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas. Gerais - Lattes: https://wwws.cnpq.br/cvlattesweb/PKG_MENU.menu?f_cod=1630966E0A5058F990438039C35A4705#

Referências

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Publicado

16.04.2026

Como Citar

CIT, FRANCIELE; VILAR , ISABELA. A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA COMO FERRAMENTA DE UNIFORMIZAÇÃO NO PRIMEIRO GRAU DE JURISDIÇÃO: POTENCIALIDADES E SALVAGUARDAS ÉTICO-NORMATIVAS. REVISTA JURÍDICA GRALHA AZUL - TJPR, [S. l.], v. 1, n. 35, 2026. DOI: 10.62248/fcn52e62. Disponível em: https://revista.tjpr.jus.br/gralhaazul/article/view/394.. Acesso em: 24 abr. 2026.